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N O T Í C I A S Z O’É : |
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DEZEMBRO 2010: “Os Zo’é não vivem uma redoma”- o antropólogo Ruben Caixeta opina: O texto de Rosa é muito lúcido e esclarecedor sobre a situação atual dos Zo’é. Do ponto de vista antropológico, é uma luz sobre o conceito de nomadismo e sobre o que significa uma sociedade – organizada em torno da caça e da pesca, e da pequena agricultura – ter que, contra o seu próprio movimento interno e suas próprias razões cosmológicas e sociológicas, se deslocar para fora de seu mundo. Não entendo quando dizem que o texto de Rosa é demagógico: ainda que pequeno, no contexto que demanda o espaço da bloguesfera, é uma das melhores análises que já li até o momento sobre o recente acontecimento entre os Zo’é. A situação dos Zo’é, sua procura de contato com o mundo exterior, não poderá ser entendida sem uma análise consistente do ponto de vista antropológico, sem ouvir com atenção os próprios Zo’é. Não é uma simples reportagem de uma equipe de TV que vai trazer qualquer entendimento sobre o caso, o máximo que pode trazer e ampliar, é o preconceito contra esse povo indígena. Pelo que li do texto da Rosa, ela e outros indigenistas que trabalham com os Zo’é não militam para que estes índios fiquem fechados no seu “mundo” (mesmo porque o mundo do povo Tupi e do Povo Karib é um mundo aberto para o exterior, para aquilo que vem de fora), mas, este contato e esta relação com o mundo de fora (sobretudo sabendo que neste mundo de fora, que é sobretudo o nosso, o ocidental, há muita gente malandra, muita gente que só interessa na “alma” ou no “corpo” do índio – veja a longa história da conquista européia, da evangelização, da escravização dos índios; isso começou há mais de quinhentos anos, e, ainda continua), mas este contato deverá ser mediado por um trabalho indigenista e antropológico sério, feito junto com os próprios Zo’é; este contato deles com o exterior hoje em dia não vai ser feito pela força da “palavra” única do cristianismo, ou pela força e pelo poder dos colonos, os tempos, felizmente, são outros, há muita gente, no Brasil e fora daqui, apoiando o trabalho sério que vem sendo feito atualmente com e pelos os Zo’é. Isto tudo não quer dizer que tudo está certo, precisamos refletir criticamente sobre este trabalho, no sentido de melhorá-lo, aperfeiçoá-lo, e isso deve ser feito por aqueles que realmente querem ouvir os Zo’é, e fazer deles os protagonistas deste encontro com o mundo exterior. Ruben Caixeta de Queiroz é professor de antropologia da UFMG, coordenador dos GT's de identificação e delimitação das T.Is. Trombetas/Mapuera e Nhamundá-Mapuera (povos Hixkaryana, Kaxuyana, Waiwai, Katuena, Mawayana, Xereu, Tunayana), localizadas no entorno da T.I.Zo’é. É autor, entre outros, dos livros “Histórias de Mawary”(2009) e “A saga de Ewká: epidemias e evangelização entre os Waiwai", in: WRIGHT, R. (Org.). Transformando os Deuses: os múltiplos sentidos da conversão entre os povos indígenas no Brasil, Campinas : Unicamp, 1999. Contraponto publicado em jesocarneiro.blogspot
"OS ZO'É NÃO VIVEM NUMA REDOMA": Resposta da indigenista Rosa Cartagenes ao jornalista Jeso Carneiro, a respeito de reportagem da TV Atalaia, de Oriximiná(PA), divulgada sob o título "Funai Abandona os Índios Zo'é": "Decidi me pronunciar unicamente porque citada, assim como o AMAZOÉ-Apoio Mobilizado ao Povo Zo’é e Outras Etnias - associação civil a qual coordeno – de modo descontextualizado e desinformado aqui em sua “esfera”, em postagens anteriores. No entanto, reitero que minhas considerações são pessoais, enquanto cidadã e indigenista, não representando eventuais posições da FUNAI - órgão oficial com o qual colaboro, mas do qual não faço parte. O discurso dos Zo’é como “prisioneiros” tem sido tendenciosamente baseado em perspectivas proselitistas – à medida que religiosos ( de quaisquer credos) são impedidos formalmente pela FUNAI de adentrar a territórios indígenas de povos ou frações consideradas isoladas ou de recente contato. Missionários repetem exaustivamente na mídia que os Zo’é foram “expostos ao mundo” e “isolados do acesso ao evangelho”. E esse eterno rótulo de “isolados” para os Zo’é é de uma improcedência sociológica abissal: como se alguma sociedade humana ficasse cristalizada em tempos ou geografias... No início de 2010, a FUNAI redimensionou a CGIIRC – Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato, reiterando o reconhecimento público de que as sociedades indígenas, como todas as sociedades humanas, estão sempre e em constante movimento, e as transições e transformações em curso no seio delas não cabem meramente num rótulo de “Isolados”. Há vários anos os Zo’é são reconhecidos juridicamente como “sociedade indígena de contato recente”. E isto é uma superação jurídica fantástica, pois antes da Constituição atual, a única legislação a respeito - o Estatuto do Índio - só “permitia” 03 categorizações para os “índios” (“índio” também é um rótulo, e inventado por nós): “isolados”, “em vias de integração” e “integrados”. O conceito geográfico-cosmológico dos Zo’é a respeito de limites físicos é muito interessante: o mundo tem “bordas”, mas estas bordas se ampliam na medida em que forem conhecidas...É um belíssimo conceito de “universo em expansão” que seria admirado por qualquer físico e astrônomo pensante! As sociedades Tupí trazem em si esta maravilhosa concepção humana de desejo e amplitude permanente de conhecimento. Fotos gentilmente cedidas para uso cultural pelo autor, Sebastião Salgado,à associação AMAZOÉ. O mestre da fotografia esteve na Terra Indígena Zo'é em 2009, devidamente autorizado pela FUNAI, ocasião na qual pode fotografar e a oportunidade de desfrutar do convívio natural e intenso com os Zo'é, em acampamentos de caça e pesca organizados pelo povo.
SETEMBRO 2010: ..NAS MANHÃS DE SETEMBRO... Tendo por testemunhas o sol, o céu e as águas plácidas do Tapajós, na manhã de 25 de setembro casaram-se o médico Erik Leonardo Jennings Simões e a fonoaudióloga Cristiane Figarella de Oliveira. Neurocirurgião , ambientalista , esportista, o Dr. Erik foi um dos primeiros médicos a incorporar voluntariamente a equipe que atende ao povo Zo’é, sendo atualmente coordenador de Saúde da Frente de Proteção Etnoambiental Cuminapanema pela Fundação Nacional de Saúde/FUNASA.
"EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA MOSTRA UM DOS ÚLTIMOS GRUPOS INDÍGENAS A ENTRAR EM CONTATO COM A SOCIEDADE BRASILEIRA" "O cotidiano do mais recente grupo de indígenas tupi a entrar em contato com a sociedade brasileira capturado pelas lentes do fotógrafo francês Serge Guiraud. É o que mostra a mais nova exposição fotográfica Zo’é - Os homens da última fronteira. Notícia cultural em www.oxentesalvador.com.br
MAIO 2010 SAÚDE ZO'É NA ONU Promovida pelo Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas e pela FUNAI-Ministério da Justiça/Brasil, aconteceu nos dias 24 e 25 de maio passado, em Brasília, a “Reunião Técnica de Consulta Sobre as Diretrizes de Proteção para os Povos Indígenas Isolados e em Contato Inicial da Amazônia e Grande Chaco”. Trata-se de evento de agenda dos trabalhos da ONU relacionados ao “Programa de Ação para o Segundo Decênio Internacional dos Povos Indígenas no Mundo”, desencadeado a partir de 2006, com reuniões realizadas nos países amazônicos onde há relatos da presença de grupos indígenas não-contatados (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Perú, Venezuela) e Paraguai (incidência de índios autônomos no Gran Chaco).
MARÇO 2010: VACINAÇÃO PREVENTIVA ANTI-H1N1 ENTRE OS ZO'É A partir de 16 de março de 2010, inicia-se campanha de vacinação preventiva contra o vírus H1N1 – o da gripe suína – entre a população indígena Zo’é. A ação sanitária, desenvolvida pelo Ministério da Saúde em atuação executiva conjunta da FUNASA-DSEI-Santarém e FUNAI-Frente Cuminapanema, pretende atingir a cobertura vacinal do total da população indígena, atualmente 252 pessoas. Conforme legalmente previsto e avaliado pelas autoridades sanitárias, as populações indígenas são consideradas grupos de risco, e portanto determina-se vacinação preventiva prioritária no caso de quaisquer tipos de epidemias.
JANEIRO DE 2010: CIRURGIAS DE ALTA TECNOLOGIA NA TERRA INDÍGENA ZO'É Nos dias 14 e 15 de janeiro 2010 foram realizadas cirurgias em VIDEOLAPAROSCOPIA, de alta complexidade e tecnologia de ponta, em 04 mulheres da etnia ZO’É, atendidos pela CGIIRC-Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato, da FUNAI.
DEZEMBRO/2009: SOMOS 250 ZO'É!!!! Nasceu ontem - 01 de Dezembro, criança Zo'é do sexo feminino, filha do jovem casal Potowá e Monim. É o membro 250° do total atual da população Zo'é. Apesar de surto sazonal recente de malária (out/nov) e outro, em estágio inicial, de gripe comum (influenza), regularmente controlados e tratados pela equipe de Saúde em área, a população cresce e se fortaleça. Bons ventos a tragam, cunhataim!
Setembro/09: DOCUMENTÁRIO SOBRE OS ZO'É SELECIONADO PARA O FESTIVAL DE BIARRITZ, NA FRANÇA Tem início neste final de semana ( de 28-09 a 04-10) o mais importante evento europeu sobre cultura latinoamericana: o Festival Biarritz Amérique Latine Cinéme et Cultures, que está em sua décima oitava edição, promovendo o cinema, a música, a dança e as culturas latinas. Entre os filmes selecionados, o documentário de Serge Guiráud e Maité &Paul Dequidt ; “Zo’é : os Homens da Última Fronteira” ( 28 min.), filmado na Terra Indígena Zo’é em 2008 e lançado durante a Semana dos Povos Indígenas, em Brasília, em abril de 2009. Entre imagens espontâneas do cotidiano da comunidade Zo’é, o fundo reflexivo é uma entrevista filosófica com o indigenista João Lobato, Coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Cuminapanema, da CGII-FUNAI, que fala da história, dos contrastes, das dúvidas e das esperanças de futuro Zo’é, povo de língua Tupí-Guarani contatado no noroeste do Estado do Pará nos anos 80. Apresentações do documentário nos dias 01 e 03 de outubro; confira a programação oficial do Festival (em francês) em http://www.festivaldebiarritz.com/
NOTA DE ESCLARECIMENTO: SOBRE SAÚDE ZO’É E IMPRENSA SENSACIONALISTA DE SANTARÉM-PA Há algumas semanas, tablóide sensacionalista de Santarém veiculou entrevista com suposto “médico” alardeando que a população Zo’é estaria mais exposta do que outras parcelas da população à gripe suína -H1N1. Especificamente em relação aos Zo’é, o quadro de Saúde coletivo esteve estável nos últimos meses, não se verificando nenhum caso de quaisquer tipos de gripe, nem incidência de malária. Um caso individual de agravamento por provável acidente com peçonhento e posterior infecção foi devidamente tratado, assim como uma picada de cobra-coral (provavelmente “falsa” coral), sem gravidade. No presente momento (setembro 09) não se verifica em área nenhum caso gripal, mesmo de gripe comum, permanecendo em área para o atendimento cotidiano de Saúde a enfermeira Suely de Brito Pinto. A população indígena Zo’é atual consta de 248 membros (setembro/2009).
GOVERNO DO BRASIL : ÍNDIOS ISOLADOS E DE RECENTE CONTATO EM FOCO
Ministro Tarso Genro e Tarpin Zo'é - foto Dr.Erik Jennings Foto em www.notapajos.globo.com Esteve na Terra Indígena Zo’é (19-20/06/09) comitiva do Ministério da Justiça e órgãos relacionados encabeçada pelo Ministro Tarso Genro; além do Presidente da FUNAI, Márcio Meira, Coordenador Geral de Índios Isolados-CGII, Elias Bigio; Diretor Geral da Polícia Federal, Luis Fernando Corrêa; Chefe de Assuntos Sociais e Políticos da PF, Carlos Alberto dos Santos, Secretário Adjunto de Direitos Humanos, Rogério Sotilli, representantes da imprensa e observadores da sociedade civil, como a antropóloga da USP, Dra. Dominique Gallois. Foram recepcionados na sede Frente de Proteção Etnoambiental Cuminapanema, instância local da CGII-FUNAI, pelo seu Coordenador, o indigenista João Lobato, equipe de área e colaboradores integrados à equipe: Dr.ª Camila Tormes (Odontóloga), Dr.Erik Jennings Simões (Neurocirurgião), os auxiliares-de-campo João Pimentel, Joel Souza e Joel Filho, Dr.Moacyr Boreli (Patologista), as técnicas em Enfermagem Sandra Pena e Suely Brito Pinto e indigenista Rosa Cartagenes, bem como por membros da comunidade Zo’é. Como historicamente é amplamente comprovado, os períodos imediatamente posteriores ao estabelecimento de relações continuadas com segmentos da sociedade nacional são complexos e críticos para a sobrevivência de grupos indígenas até então resguardados pelo isolamento geográfico e autonomia social. Além de graves perdas demográficas provocadas pela contaminação por doenças que seus organismos desconhecem e para as quais não desenvolveram imunidade fisiológica, costumam ser vítimas de violentas pressões e perseguições genocidas por parte de segmentos regionais que possuem interesses econômicos em suas terras e recursos naturais. Muitos destes grupos foram exterminados sem rastros visíveis ao conhecimento público, e outros padeceram perdas numéricas irrecuperáveis, que inviabilizam sua reprodução como grupo humano específico, bem como a operacionalidade de suas práticas sociais, econômicas, políticas, cosmológicas, ecológicas. É o etnocídio associado ao genocídio. Recentemente, o programa “Profissão Repórter” da Rede Globo veiculou matéria sobre as situações extremas dos Akuntsú (seis sobreviventes) e do chamado “Índio do Buraco"(último sobrevivente de um povo), em Rondônia, cujos trabalhos de acompanhamento são desenvolvidos pela Frente de Proteção Etnoambiental Guaporé, coordenada pelo indigenista Altair Algayer, da CGII-FUNAI. Na primeira semana de junho de 2009, reunião entre representantes do Governo, sociedade civil e lideranças dos índios Marubo, Matís e Kanamary da Terra Indígena Vale do Javari (AM) elaborou um “Pacto de Proteção aos Povos Indígenas Isolados da T.I.Javari”, considerando a urgência e a gravidade de ameaças que pressionam os grupos indígenas autônomos ou de recente contato naquele território, que é o segundo maior território indígena homologado no país (8,5 milhões de hectares), abrangendo territórios dos Kanamary, Kulina Pano, Marubo, Matís, Mayoruna, Korubo, Tsohom Djapá e vários grupos indígenas não-contatados. Atualmente há 21 aldeamentos com 32 malocas de referências de isolados confirmadas pela Frente de Proteção Etnoambiental Javari, instância local da CGII-FUNAI. Além das invasões continuadas e comprometimento dos recursos naturais indispensáveis a sua sobrevivência, estes grupos autônomos encontram-se altamente ameaçados pela permanente possibilidade de contaminação das graves patologias que assolam o Vale do Javari, tais como Hepatites(A,B,C e D), Malária, Filariose, Tuberculose, entre outras. A legislação brasileira e a atuação do órgão indigenista oficial -FUNAI- constitui-se atualmente como referência internacional em todos os fóruns sociais direcionados à questão indígena relacionada aos povos indígenas autônomos sobreviventes em várias partes do planeta. Espera-se que o despertar de um renovado interesse e preocupação do Estado Brasileiro com a grave situação dos povos indígenas isolados e de recente contato seja geratriz de políticas públicas contundentes para a salvaguarda dos índios isolados e de recente contato em território nacional. Ao Ministro Tarso Genro, Sra.Sandra Genro e demais integrantes da comitiva, agradecemos a postura respeitosa exemplar, amabilidade e sensibilidade social demonstrada durante o breve e produtivo encontro na Terra Indígena Zo’é.
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O evento recente dos Zo’é nos Campos Gerais assume um triste contorno não pela distância percorrida ou pelo inusitado quantitativo – sabemos de indivíduos e grupos que já “andaram” bem mais longe. Mas por ser resultante de mais um incidente de manipulação direta da credulidade e “ansiedades” de um povo pelos interesses anti-indígenas na região. Missionários jamais virão a público dizê-lo, mas desde sua expulsão da T.I. têm patrocinado e efetivado diversas invasões ao território Zo’é, sempre com o intuito de aliciá-los e atraí-los para “fora” – onde supostamente poderiam, à margem da lei, “evangelizá-los” à vontade. Para invadirem a T.I., utilizam exploradores regionais envolvidos com todo tipo de ilicitude na região. Nos últimos anos, têm manipulado como pontas-de-lança indígenas cristianizados de outras etnias do entorno, como os Wai-Wai e os Tiryió, para adentrarem furtivamente aos aldeamentos Zo’é, levando “presentes” ( os de sempre: roupas usadas, panelas, plásticos, “comida de branco” , espingardas.. e inclusive algumas epidemias) e sempre os convidando “para fora”. Várias denúncias e documentos comprovatórios a respeito foram ao longo dos últimos anos arrolados junto ao MPF/Procuradoria Geral da República, justamente porque tais “visitas”, totalmente manipuladas, têm trazido aos Zo’é doenças, desequilíbrios políticos internos, estresse social, insegurança e até mesmo mortes. Há muitos anos o MPF acompanha o trabalho junto aos Zo’é, e vários procuradores da república se fazem presentes, avaliando e avalizando a positiva ação governamental ali desenvolvida. Rosa Cartagenes, indigenista, inspetora sanitária (SES-DF), comunicóloga (UFRJ), apóia volutariamente o trabalho da FUNAI junto aos Zo'é desde 1998. É atual coordenadora geral da associação AMAZOÉ- Apoio Mobilizado ao Povo Zo'é e Outras Etnias, e atua na Amazônia como indigenista voluntária há 25 anos (MT, AM, RO e PA). Contraponto veiculado em jesocarneiro.blogspot
...JÁ NAS MADRUGADAS DE SETEMBRO... Mal um entrou no casório, o outro partiu para o parto! Nasceu aos 25 minutos da madrugada de 27 de setembro, em Alter-do-Chão o menino RUDAH , irmão de Giuliana e Luara e filho de Adriana e do Dr.Fábio Tozzi, médico cirurgião também colaborador e voluntário junto aos Zo’é, coordenador em Saúde do PSA-Projeto Saúde e Alegria e membro dos Expedicionários da Saúde. Parto natural, feito em casa pelo próprio pai, tudo na paz e na saúde, como manda o figurino da mesma Mãe Natureza. Com direito à visita de uma preguiçosa Preguiça que veio vê-lo no terraço ao raiar da manhã! Bem vindo , “Kwanín” (menino, em língua Zo’é), a este mundão de Deus e à beleza de nascer amazônida!
... E INDIGENISTA POETANDO! O indigenista de longo curso João Lobato, coordenador há 14 anos dos trabalhos da Frente de Proteção Enoambiental Cuminapanema /FUNAI junto aos Zo’é, rompeu a timidez literária e cedeu à publicação de um de seus poemas no lançamento da coluna “Poetando”, do Blog “Espalha Brasa”, Zezo Ferreira, Santarém. O poema, chamado “Monólogo Sertanejo”, é da “fase Aripuanã”, época em que Lobato atuava junto aos índios Cinta Larga (MT), mas a temática é puro sertão. Alma de artista, Lobato também pinta e faz paisagismo, com efeitos surpreendentes para quem conhece os jardins do Cuminapanema. Os leitores pediram mais: vale a pena conferir acessando o link: http://zezoferreira.blogspot.com/2010/09/zezo-lanca-o-poetando.html#links
AGOSTO 2010: "O BRASIL NO OUSADO PROJETO DE J.R.DURAN" Por Simonetta Persichetti, especial para O Estado (26/08/10) "Um projeto ousado, este da Revista Nacional, criada e editada pelo fotógrafo J.R. Duran em parceria com a Burti. Uma publicação de 144 páginas que não terá lançamento nem será comercializada. Os 2 mil exemplares que acabam de ser impressos serão distribuídos por meio do e-mail revista@burti.com.br. Uma publicação sem anunciantes e sem periodicidade fixa. Uma revista customizada. Sabe-se apenas que será anual. Uma revista de qualidade gráfica excelente. Talvez, por isso, a palavra certa para este projeto seja ambicioso. 'Uma revista para ver, ler e guardar', explica o fotógrafo por telefone. (Leia o artigo completo em www.estadao.com.br)
Saúde, equilíbrio social e segurança familiar: a sociedade Zo'é ainda preserva muito de seu modo de ser e cultura ancestral, em lições de bem viver incompreensíveis à sociedade do "capital globalizado"- foto J.Lobato/Arquivo FPEC-CGII A Frente Cuminapanema tem desenvolvido uma linha de atuação inédita junto a populações indígenas em áreas remotas, investindo na implantação de infraestrutura de alta qualidade na própria terra indígena, disponibilização de profissional de saúde em tempo integral em área e uma rede eficiente de colaboradores externos, sobretudo voluntários, que propiciam cobertura emergencial e acompanhamento médico especializado quando necessário, além de articulação institucional com outras instâncias relacionadas, como FUNASA e MPF. Esta rede tem se consolidado e ampliado, permitindo conquistas fundamentais em benefício do povo Zo’é, como a estabilização do quadro sanitário, a proteção jurídica do território indígena e seu entorno e o atendimento das questões internas com diálogo e criticidade. Como indígenas de recente contato, cujo convívio com as patologias externas remontam poucas décadas, os Zo’é apresentam sistema imunológico diferenciado de outras populações, sendo ainda bastante suscetíveis a diversos tipos de infecções respiratórias. No entanto, as campanhas regulares e pontuais de multivacinação, mantidas há anos como item essencial no programa interno de Saúde na Frente Cuminapanema, têm permitido considerável reforço imunológico, e uma melhor resistência coletiva a diversas patologias que tantos danos infligem aos povos indígenas no Brasil.
Os Zo’é ficaram conhecidos na mídia no final dos anos 80 como um dos últimos povos Tupí contatados na Amazônia. Tiveram graves perdas demográficas no período inicial pós-contato, e seu atendimento foi assumido exclusivamente pelo então Departamento de Índios Isolados, da FUNAI (atualmente, CGIIRC) apenas em 1991. Desde então, o aporte maciço em saúde, tanto no atendimento quanto na infraestrutura clínica no interior da área indígena, permitiu a segura recuperação demográfica e estabilização do quadro de saúde. Concomitantemente, um incisivo trabalho de reforço à identidade cultural e autonomia econômica em seus próprios padrões de auto-sustentação no ecossistema de Floresta Tropical Úmida, no qual este povo está harmoniosamente inserto, têm possibilitado aos Zo’é romperem o século XXI como um dos povos de recente contato com melhores índices de saúde integral e excelente patamar de qualidade de vida, sem comprometer seu ethos tribal. Atualmente, a população Zo’é constitui-se de 252 pessoas, e são assistidos pela Frente de Proteção Etnoambiental Cuminapanema , instância local da CGIIRC-FUNAI, coordenada há mais de dez anos pelo indigenista João Lobato.
Menina Zo'é com seu animalzinho de estimação: este, chamado em sua língua de "Kipusí" ( é o "mico-mão-de-ouro" , regionalmente), é um dos mais presentes neste ecossistema .Foto SergeGuiraud/Jean&Marie Dequidt
REITERANDO: A associação AMAZOÉ é formada por um reduzido número de profissionais que há vários anos prestam apoio técnico, logístico e sociocultural ao povo indígena Zo’é. É uma estrutura civil, leiga, apartidária e voluntária, que atua em estrita colaboração com o órgão indigenista oficial, mas não exerce qualquer tipo de ingerência na estrutura governamental da presença e assistência aos Zo’é, muito menos nas diretrizes do Governo Brasileiro ali determinadas. Ao contrário do que falsamente o tal tablóide publicou, o AMAZOÉ não tem nenhuma autoridade ou relação com a acessibilidade à Terra Indígena Zo’é, que é exclusivamente regulamentada pela Coordenação Geral de Índios Isolados-CGII/FUNAI e coordenações relacionadas, mediante chancela da Presidência da FUNAI.
QUEM TEM LÍNGUA VAI À ROMA...OU PARIS! Em alta intensidade as atividades linguísticas de "nossa" tupinóloga-mor, Professora Ana Suelly Arruda Câmara Cabral, que esteve recentemente realizando trabalhos de campo junto a três etnias: Xetá, Krenak e Asuriní do Tocantins.
"De quebra", deu entrevista sobre seu trabalho junto aos Zo'é ao prestigiado semanário francês Courrier International (Correio Internacional) do grupo Le Monde, que é uma compilação de reportagens dos assuntos mais importantes da semana nos cinco continentes. Confira a entrevista no original (em francês) no endereço http://www.courrierinternational.com/article/2009/07/03/la-femme-qui-savait-parler-aux-indiens. E, acima, a carinha charmosa da linguista, das mais 'arretadas' do Brasil!
DEU NO "New York Times"... Entrevistado em Los Angeles (EUA), em reportagem que cita os Zo'é, o fotógrafo Sebastião Salgado comenta: "Estou 100% certo de que, sozinhas, minhas fotos não fariam nada. Mas como parte de um movimento maior, espero que elas façam a diferença", disse ele. "Não é verdade que o planeta está perdido. Precisamos trabalhar duro para preservá-lo". Confira a entrevista no site da UOL Internacional: www.uol.com.br/midiainternacional
TAMBÉM EM ABRIL: Em dossiê especial sobre a Amazônia, a revista francesa GeoAdo (nº 74), especializada em ecologia e direcionada ao público adolescente, trouxe o menino Rabý Zo’é na capa, e um artigo de seis páginas sobre os Zo’é, entre outros povos indígenas da Amazônia, sobretudo demonstrando a harmonia dos povos indígenas com sua floresta e as ameaças que pairam sobre o ecossistema amazônico: reflexões importantes para as novas gerações... As fotos também são de Serge Guiraud, confira o site da revista em www.geoado.com
Jovem Zo'é preparando caça- foto Serge Guiraud-Arquivo AmaZoé/Frente Cuminapanema
NA SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS... ...em Brasília, que ocorre anualmente como parte das comemorações oficiais do “Dia do índio” (19 de abril, mas prá gente, “todo dia é dia de índio”...), aconteceu no Memorial dos Povos Indígenas a exposição fotográfica “Zo’é - Os Homens da Última Fronteira”, do fotógrafo e documentarista francês Serge Guiraud. Guiraud foi o primeiro fotógrafo a registrar as imagens dos Zo’é, quando a FUNAI assumiu a condução do processo de “contato” e assistência governamental a este povo (1988), tendo retornado à Terra Indígena Zo’é em 2008, ou seja, após 20 anos.. Paralelamente à exposição, foi lançado o curta-metragem “Zo’é – Os Homens da Última Fronteira”, onde em entrevista com o indigenista João Lobato, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Cuminapanema –CGII-FUNAI, Guiraud apresenta cenas da vida cotidiana Zo’é tendo ao fundo a fala do indigenista sobre a história do “contato”, os desafios e as transformações que tem delineado o passado e presente da sociedade Zo’é. E as dúvidas e esperanças para o futuro...
ILUSTRES: Estiveram de passagem na Terra Indígena Zo’é o jornalista Felipe Milanez (National Geographic), em fevereiro, e o fotógrafo Sebastião Salgado e equipe (Amazonas Images) em março/abril. Milanez tem se notabilizado pelas reportagens-denúncias de temática ambiental e indígena (Revista Brasil Indígena, Revista Rolling Stone Brasil, Carta Capital; atualmente, editor assistente da Geographic Brasil) na imprensa nacional. Sebastião Salgado, um dos grandes ícones internacionais da fotografia engajada e embaixador da UNICEF, continua documentando os derradeiros refúgios da biodiversidade humana e natural do planeta para seu projeto intitulado “GENESIS” ,, que pretende finalizar para a grande exposição em comemoração dos 50 anos da UNESCO (2012). Salgado e sua esposa, Lélia Wanick, são fundadores e gestores do Instituto Terra www.institutoterra.org , que atua em recuperação ambiental, capacitação técnica agroecológica e fomento ao desenvolvimento rural sustentável na Mata Atlântica da região de Aimorés (MG). Veja " à conversa com Sebastião Salgado", sobre o "Genesis" no blog português "Arte Photográphica", de Sérgio B.Gomes.
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DISTANTES, ÀS VEZES; AUSENTES, NUNCA... Desde que idealizamos o sítio eletrônico AMAZOÉ, prevíamos que as muitas temporadas de presença em área em alguns momentos inviabilizariam uma atualização contínua da página eletrônica. Por este motivo, havíamos “congelado” as atualizações em novembro do ano passado (entrada para a área indígena), e pretendíamos retomar o e-sítio em fevereiro de 2009. Imprevistos de várias ordens - técnicos, financeiros e, sobretudo de saúde, nos impediram a retomada na data prevista, a nossa revelia. Pedimos nossas desculpas aos leitores, e tentaremos atualizar as notícias do período da melhor forma possível .
Fazendo às vezes de webdesigner do sítio eletrônico, Rosa Cartagenes teve de se ausentar da Amazônia para cuidar de questões familiares de saúde, e Suely Brito , nossa “enfermeira-chefe”, retirou-se temporariamente da Terra Indígena por conta de um incidente grave de hérnia-de-disco (=excesso de trabalho...), em tratamento em Santarém. Também nossa “ antropóloga conselheira” , Betty Mindlin, esteve bastante envolvida com os cuidados de saúde de seu pai, o empresário e bibliófilo José Mindlin , que recentemente doou a maior parte do acervo de sua fantástica biblioteca particular ao público brasileiro, através da Universidade de São Paulo –USP (acesse aqui a notícia). Já Sandra Ferreira Pena, enfermeira, e os Drs. Camila Tormes (Odonto-PSA), Moacyr Boreli (Patologista-UEPA) e Erik J.Simões (Neurocirurgião-PMS), estiveram bastante presentes e atarefados na Terra Indígena Zo’é: infelizmente em função de emergências e de uma séria epidemia viral que se abateu sobre a comunidade entre os meses de março e abril, que demandou a ação e participação concatenada de todos, mesmo à distância. À mesma época, a Linguista Ana Suelly Arruda Câmara Cabral também fez-se presente na T.I, operando como tradutora e realizando pesquisa lingüística. João Pimentel esteve de férias em suas Minas Gerais, mas já está de volta à Terra Indígena desde fevereiro, e Thiago Kamiwirá continua fazendo via web o meio-de-campo de traduções e contatos internacionais. AGRADECIMENTOS EM LARGA ESCALA:
CIRURGIAS EM ÁREA:
TERRA INDÍGENA AMEAÇADA:
NASCE MAIS UM(A) ZO'É : Veio ao mundo no último dia 26 de novembro/2008 uma criança Zo'é, de sexo feminino, filha de Pidihé e Tererén (Deby'tuporang). Mãe e filha estão bem, e todos nós felizes com mais este nascimento! Também em novembro, tivemos um acidente ofídico grave na área, com a jovem Cunhã'sé picada por uma temível surucucu (Lachesis muta), mas a presença sempre ágil e competente da enfermeira Suely Brito Pinto, da Equipe da Frente Cuminapanema, e a disponibilidade imediata de soro antiofídico liofilizado possibilitou socorro eficiente na própria área indígena. Cunhã'sé está bem, recuperando-se apenas de edema local na enfermaria da Frente. DEZEMBRO: SEMANA DE(+) SAÚDE! Aconteceu entre os dias 09 e 13 de dezembro mais uma semana de ação sanitária intensa junto aos Zo’é, em programação regular desenvolvida entre Pólo Base de Saúde Indígena/FUNASA-Santarém e Frente Cuminapanema/CGII/FUNAI. De 09 a 13, a equipe técnica de campanha anti-malárica, formada por Aurilena Coelho (Microscopista)e Joaquim Martins(Biólogo, Agente de Endemias), realizaram busca ativa de casos sub-clínicos de malária, efetivando hemoscopia em 100% da população indígena. Foi também realizada borrifação para controle vetorial nas aldeias Owitxanteary, Ndjikiritê, Zawarakiawen e na sede da Frente. De 10 a 12, realizou-se a 4ª campanha anual de Multivacinação, efetivada pelas técnicas em Enfermagem Sandra Duarte(Pólo Base STM) e Sandra Pena (Equipe Frente Cuminapanema-CGII), atualizando a cobertura vacinal de todas as crianças Zo’é, inclusive iniciando-se a rotina preventiva da menina Zo’é recém-nascida. Aplicadas as seguintes vacinas:BCG,Hepatite,Pólio, DPT, Influenza e Penta. ...++MAIS SORRISOS... Também de 09 a 13 de dezembro, a Odontóloga Camila Tormes, profissional voluntária entre os Zo’é desde 2006, atualmente operando na Frente Cuminapanema através de convênio Pólo Base/ Prefeitura Municipal de Santarém, realizou atendimento odontológico seqüencial dando continuidade ao programa de tratamento e manutenção da saúde bucal da comunidade indígena, bem como progrediu no levantamento do índice CPOD da comunidade. O índice de CPOD – relativo aos dentes Cariados, Perdidos e Obturados – e o IPC – Índice Periodontal Comunitário, são índices estatísticos recomendados pela OMS-Organização Mundial de Saúde - para mensurar as duas patologias bucais mais prevalentes nos grupos humanos – a cárie e a doença periodontal. A ótima notícia é que na conclusão do levantamento destes índices entre os Zo’é, constatou-se incidência ZERO em crianças até os cinco anos!!! Em breve, disponibilizaremos o relatório técnico destes dados, aqui no e-sítio!
REAÇÂO MISSIONÁRIA AO AMAZOÉ: Entre muitas manifestações de apoio e estímulo ao trabalho de divulgação do sítio eletrônico do AMAZOÉ, a maior parte oriundas de indigenistas de campo e instituições notórias de defesa dos direitos indígenas, recebemos a manifestação do missionário “Carlos” (sobrenome não citado no envio), da Missões Novas Tribos do Brasil, sob o título “Questionamento”. Em respeito à livre manifestação, publicamos a carta e sua respectiva réplica. Considerando-se que tanto a MNTB quanto as inúmeras instituições missionárias têm farta disponibilidade midiática de reprodução de suas posições e versões, o que não ocorre na mesma medida com as questões indígenas relacionadas aos povos ditos isolados e de recente contato, limitaremos tal publicação a este questionamento e réplica, entendendo que o direito de propaganda e divergências ideológicas missionárias em geral deva ser tratado nos canais a elas pertencentes, adequados e disponíveis a isto: Citando <poturu.br>: RÉPLICA DO AMAZOÉ: Sr.Carlos, amazoe@amazoe.org.br
DECRETADA FAIXA DE PROTEÇÂO AMBIENTAL INÉDITA! Publicado no Diário Oficial do Estado (PA) o Decreto 1310-26/09/08, que regulariza faixa de proteção ambiental de 20 km como zonas intangíveis em todo o entorno da Terra Indígena Zo’é, proposta pela Frente de Proteção Etnoambiental Cuminapanema –CGII e encaminhada pelo Ministério Público Federal-MPF- Procuradoria Geral da República. De acordo com o texto do decreto (§ 1º), “ As Zonas Intangíveis nas Florestas Estaduais Trombetas e Paru são aquelas onde a natureza permanece intacta, não permitindo quaisquer alterações humanas, representando o mais alto grau de preservação. Essas Zonas são dedicadas à proteção integral dos ecossistemas, dos recursos genéticos e ao monitoramento ambiental.Seu objetivo é a preservação, garantindo a evolução natural dos ecossistemas, sendo proibido o uso direto dos recursos naturais que coloque em risco a preservação da diversidade biológica e a etnia indígena do entorno.” No limite norte, a Terra Indígena Zo’é é atualmente contígua à Estação Ecológica Grão Pará (ESEC), que é a maior unidade de conservação de proteção integral em florestas tropicais no mundo, embora a mineradora multinacional Rio Tinto continue insistindo em pesquisa e exploração mineral por lá..... O QUE É, E POR QUÊ?
MULTIVACINAÇÃO 100 Também em setembro ocorreu mais uma etapa de multivacinação coletiva- Zo’é, programação desenvolvida em ação conjunta entre Pólo Base de Saúde Indígena –STM e Frente Cuminapanema-CGII. Foram aplicadas as vacinas anti-pólio, rotavírus, hepatite, tetravalente, varicela, influenza, triviral, pneumococo, DTP, febre amarela e dupla, e o índice de cobertura vacinal chegou aos 100% da população indígena. A cobertura vacinal adequada e sistemática, há anos empreendida entre os Zo’é com rigoroso controle de dosagens, periodicidade e registro em prontuário individual é uma das práticas fundamentais que têm permitido o excelente quadro de saúde coletiva dos Zo’é e a recomposição demográfica, crescimento populacional e incremento da qualidade de vida desta população indígena!
PRODUÇÃO FRANCESA: A Frente Cuminapanema recebeu visita do fotógrafo Serge Guiraud e dos membros da Jabiru Prod, Jean-Claude e Marie Dequidt . Guiraud foi o primeiro fotógrafo a registrar oficialmente os Zo’é, ainda no início dos anos 90, para o arquivo da FUNAI, e ficou bastante impressionado com a atual vitalidade e coesão cultural dos Zo’é após mais de 20 anos de “contato”. Os Zo’é puderam apreciar antigas imagens de si próprios, levadas pelo fotógrafo, e tiveram oportunidade de refletir e discutir sobre as transformações ocorridas ao longo deste tempo. A proposta dos produtores é promover uma exposição fotográfica comparativa sobre o período imediato do “pós-contato”, registrado em 92 pelo fotógrafo, e os tempo atuais, onde os Zo’é têm vivido uma experiência inédita e bem-sucedida de pós-contato monitorado. IMPRENSA - para ver e ler sobre os Zo’é: “LE MONDE DIPLOMATIQUE - BRASIL”- Ano 2/nª 16-NOVEMBRO 2008; “Revista MARC DE REFERÈNCIES Digital- MRD- (Catalunha-Espanha): “USHUAIA NATURE”- França - O ambientalista NICOLAS HULOT esteve com a equipe do programa” Ushuaia” (Television Francaise 1-TF1) produzindo um documentário de belíssimas imagens sobre a Amazônia: os Zo’é ganharam um capítulo especial, chamado “Les Derniers Hommes Libres “( Os Últimos Homens Livres). Pode-se acessar trechos em vídeo no site do programa: www.ushuaia.com |
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