VASTO MUNDO: A “INVISIBILIDADE” COMO ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA Apesar do estigma do “isolamento” freqüentemente estar associado àqueles aos quais Assim como os isolados da América do Sul, inúmeros povos, remanescentes de culturas ancestrais, persistem em resistência surda por sua sobrevivência física e cultural num planeta cada vez mais “globalizado”. Como os grupos indígenas autônomos na Amazônia e Chaco Neste sentido, a opção pelo “isolamento” geográfico - quando existente e se respeitada – possibilitaria a continuidade destas culturas.O desrespeito a esta opção de autonomia, principalmente em função da expansão agressiva de fronteiras das sociedades mercantilistas, além de programas de governo Os métodos de extermínio físico e cultural são vários, desde o morticínio violento praticado por grupos economicamente interessados nas terras habitadas por estes povos (genocídio freqüentemente brindado com a impunidade ou mesmo o patrocínio de governos racistas,
autoritários e/ou corruptos) e destruição de seus ecossistemas, até pressões psicológicas
coletivas insuportáveis: através da discriminação pública, da imposição de programas“educativos” que anulem os valores próprios destas culturas, da “evangelização” de missões confessionais que impõe modelos religiosos frontalmente opostos à cosmologia e
culturas tradicionais destes povos, entre outros.
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